Roda de conversa pauta Autismo e cooperação entre municípios

Promovida pela Secretaria de Saúde de Pedro Afonso, uma roda de conversa para falar sobre oAutismo ou Transtornos do Espectro Autista (TEA), levou na manhã da quinta-feira, 30 de maio, cerca de 100 pessoas ao plenário da Câmara Municipal de Pedro Afonso.

 

Com o tema "Conscientização sobre o Autismo" contou com a participação de pessoas das cidades de Bom Jesus do Tocantins e Tupirama, entre elas, equipes de saúde, professores, orientadores educacionais e familiares de crianças portadoras do TEA. Em pauta: a inclusão das crianças e jovens com autismo na sociedade.

 

A roda de conversa teve a participação de crianças autistas, entre elas, o estudante Kallyson Henrique da Silva Galvão, 9 anos, um dos membros da mesa de autoridades.

 

Ao fazer a abertura do evento o secretário de Saúde de Pedro Afonso, Daniel Rogoli, frisou a necessidade de se debater o autismo. “Em Pedro Afonso nós já somos referência na atenção dada às famílias de autistas, mas queremos ir além. Por isso, estamos trabalhando para que junto com os outros municípios possamos incluir ainda mais os nossos ‘anjos azuis’”, declarou Daniel.

 

Já o diretor regional de ensino, Neurisvaldo Rodrigues abordou a correlação entre saúde e educação no atendimento às crianças com TEA. “Sabemos que às vezes é complicado, pois não há um tipo de autismo, cada caso é particular e diferente. Entretanto, também sabemos que se nos colocarmos à disposição para aprender podemos construir espaços que atendam as diferenças”, destacou.

 

Rubenita Barros, subsecretária de saúde de Bom Jesus do Tocantins, parabenizou a organização do evento e a parceria entre os municípios. “É muito importante para nós contar com essas parcerias, pois fortalecem as nossas ações e ajudam a compartilhar conhecimento”, disse.

 

 

Mães de filhos autistas, as professoras Cristiane Neves Barbosa e Jerônima Rodrigues da Silva participaram do evento e parabenizaram os municípios pela união. “Este momento é um momento ímpar em nossas vidas. Um espaço de aprendizagem para todos e também de incluir o dia a dia das pessoas autistas dentro da sociedade”, afirmou Jerônima. “Este tipo de ação contribui para a conclusão do diagnóstico e facilita a inserção da criança no tratamento multidisciplinar, o que possibilita as crianças com TEA a quebrar a barreira do preconceito e estarem incluídas na sociedade”, complementou Cristiane.